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É
muito raro que uma mulher entre na menopausa e não
tenha sintomas. Ela até poderá não referir
calorões, mas, por certo, observará a sua pele
mais ressequida, os seus cabelos menos sedosos e
sua secreção vaginal diminuída. Para evitar
esses sintomas toleráveis, o uso de hormônios
por si só poderá minorar a sintomatologia.
Aquelas que, no entanto, por uma razão ou
outra, não querem usá-los ou não possuem mais
relacionamento conjugal, poderão se beneficiar
muito através de alimentação adequada e exercícios
físicos aliados a alguma forma de tratamento da
pele com algum tipo de creme específico.
Para
evitar aqueles sintomas menos agressivos, mas
incômodos, a atenção da mulher deverá se
fazer tanto para com os cuidados médicos, como
àqueles relacionados com a escolha adequado dos
alimentos juntamente com uma carga semanal de
exercícios físicos distribuídos eqüitativamente
na semana.
Falamos muito
em menopausa, mas:
- Como é que
ela aparece?
- Quando irão
surgir os sintomas iniciais?
- Por que
minha amiga não sente nada e eu sinto?
- Quando devo
iniciar o tratamento?
São algumas
perguntas que me fazem.
No
final dos 30 anos e no início da década dos
seus 40, a mulher procura o consultório médico
muitas vezes por sintomas próprios da sua idade,
dos quais os mais freqüentes são a irregularidade
menstrual, dor nos seios, retenção de líquidos
e irritabilidade crescente à medida que se
aproxima a menstruação. Com a chegada do sangramento
mensal, os sintomas, como que por encanto, desaparecem
para, lá pelo décimo quinto ou décimo oitavo
dias do ciclo, iniciarem o seu castigo mensal
sobre ela, a ponto de o filho mais velho pensar
consigo mesmo: "Já vai ficar menstruada de
novo, mas que saco! será que isso nunca vai
terminar"
E
o ciclo se repete, os sintomas aumentam e ela procura
auxílio para não explodir. Isso é menopausa?
Não, isso se chama Tensão Pré-Menstrual e tem
estreita relação, entre outras fenômenos biológicos
mais complexos, com a ovulação e a formação
de progesterona. Esses sintomas mostram que o ciclo
menstrual e a ovulação já não ocorrem com aquela
regularidade
e harmonia e, como conseqüência, a produção
de hormônios não alcança o seu ideal e, em decorrência,
surge a sintomatologia mencionada.
O
tratamento é na maioria das vezes simples e
eficaz, aliviando os sintomas e tranqüilizando
a família. No entanto, em casos menos freqüentes,
um tratamento mais intenso, com alguma atenção
especial para a depressão, deve ser instaurado.
À
medida que a mulher se aproxima dos 50 anos ou
os ultrapassa, esses fenômenos biológicos vão
perdendo a sua identidade, aumentando, de forma
gradual, o desconforto causado pelo advento da menopausa.
Vejamos como isso ocorre: no ciclo normal menstrual,
a produção dos hormônios do ovário inibe a
produção dos hormônios da hipófise, que, por
sua vez, aciona os ovários a produzir estrógenos.
Como o ciclo ovariano está chegando ao seu
final, a hipófise não recebe mais a inibição
daqueles hormônios, aumentando as doses de estímulo
aos ovários, que, por estarem demonstrando
sinais de enfraquecimento, não respondem e os níveis
de hormônio hipofisário dirigido aos ovários
aumentam. Se pesquisado no sangue, poderá fazer
o diagnóstico laboratorial da menopausa.
Entretanto,
antes da falência total dos ovários, os hormônios
estrogênicos não sofrem diminuição. Pelo contrário:
sua presença se faz mais intensa, não por uma
produção maior, mas sim pela falta de concorrência
da colega de trabalho, a progesterona. Essa sim
possui sua produção prejudicada e é essa diminuição
de produção hormonal que fará com que o efeito
estrínico (relativo ao estrógeno) se faça
mais intenso. Nesta fase, portanto, a mulher
passa a ter uma deficiência funcional hormonal
que pode ser resumida da seguinte forma: Ovulação
deficiente > Produção diminuída de
progesterona > Aumento relativo dos estrógenos
devido à falta de concorrência da progesterona
> Efeito estrínico intenso (efeito do excesso
de estrógenos em diversos órgãos) > Sintomas...
Esta
fase poderá se iniciar aos 40 anos, às vezes já
aos 35, trazendo consigo as conseqüências dos
fenômenos acima, acrescidos de situações
conjugais e familiares que poderão, em certos
casos, agravar a sintomatologia desta fase que
antecede a menopausa.
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