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Menopausa
   

Dr. Einar Arthur Berger - Ginecologia da Terceira Idade :-

 

Introdução:

Uma das perguntas mais freqüentes que tenho ouvido de mulheres acima de 40 anos é a de quando devem iniciar o tratamento da menopausa. Por essa razão, pensei em escrever alguma coisa relacionada com o tema. No entanto, à medida que ia escrevendo, outros assuntos paralelos fizeram parte do meu pensamento e não os deixei de lado. Desta forma, temas distintos passaram a ser descritos, trazendo, com isso, um polimorfismo que foi benéfico ao conjunto. Como o assunto é longo, o trabalho foi dividido em seis partes. No final de cada página você encontrará o acesso à seguinte.

Nestes últimos anos, tenho sido questionado por minhas pacientes mais antigas pelo fato de não haver proporcionado a elas o alívio dos incômodos fogachos da menopausa. Tento dar explicações, mas não consigo convencê-las de que os conceitos médicos mudaram de direção, quase chegando aos 180 graus nos últimos 10 anos.

Por esse motivo, elas têm muitas razões de assim se queixarem. Ocorre que, em medicina, como já diz o adágio francês: "comme en amour on ne dit jamais, ni toujour." As coisas mudam e mudam às vezes do dia para a noite.

Até o final da década de oitenta, não se preconizava o uso continuado de hormônios para o tratamento sintomático da menopausa. No início dos anos noventa, no entanto, um arsenal hormonal de múltiplos valores, passava a ser não somente indicado, mas também a ter o seu uso, pela mulher menopáusica, incentivado.

Passou-se a indicar aquilo que, por décadas, era considerado perigoso; passaram-se a prescrever drogas que, durante muitos anos, eram usadas somente por curtos períodos. Naquele período a rotina é administrar hormônios a toda a mulher menopáusica ou que, pelos achados clínicos, venha a ser uma futura candidata a osteoporose. Se imaginarmos o estilo terapêutico de algumas décadas passadas numa escala de 0 a 100 e compararmos essa escala com as preconizadas no início da década de noventa, verificaremos que passamos dos 15 ou 20 pontos, para os 80 ou 85.

Isso significa que se administravam hormônios sim, mas numa escala 4 vezes menor do que a atual. Essa euforia teerapêutica hormonal decresceu à medida que o tempo nos ensinou melhor os difíceis caminhos da hormonioterapia.

Surge, dessa forma, uma série de perguntas, de dúvidas e de questionamentos e você, que agora está lendo essas linhas, por certo já fez muitas delas ao seu médico ou já pensou em fazê-las. Vejamos quais são essas principais dúvidas e, à medida que formos descrevendo uma a uma, estaremos incluindo outros assuntos relacionados que ajudarão a compreender melhor os problemas do climatério, o período que compreende alguns anos antes da menopausa e o período pós-menopáusico.

  1. O que é Menopausa e qual a sua relação com os Hormônios?
  2. Por que as mulheres necessitam de hormonioterapia de reposição?
  3. Como conseguir que as mulheres com sintomas brandos evitem problemas futuros?
  4. Como evitar que as mulheres assintomáticas desenvolvam osteoporose?
  5. Quem deverá usar hormônios? Quem poderá usar hormônios? Quem jamais deverá usá-los?
1 - O que é Menopausa e qual é a sua relação com os Hormônios?

Menopausa é um acontecimento complexo que ocorre na vida da mulher denotando a perda da capacidade reprodutiva causada pela insuficiência ovariana.

Na realidade a menopausa não é um fato simples. Ela é composta de múltiplas facetas bastante complexas desde a tensão pré-menstrual no final da década dos trinta ou no início dos quarenta (pré-menopausa), até a idade mais avançada da mulher onde poderemos encontrar a osteoporose. A essa trilha de acontecimentos biológicos damos o nome de climatério onde a menopausa faz parte e representa simplesmente a parada da menstruação. Ao parar de menstruar, devido a incapacidade dos ovários de responder aos estímulos da hipófise, a mulher não ovula e, como consequência, não menstrua não podendo mais procriar.

Hormônios são as substâncias produzidas pelas glândulas chamadas de secreção interna: a hipófise, localizada no assoalho ósseo do crânio, produz os hormônios que irão controlar todas as outras glândulas; a tireóide, localizada na porção anterior do pescoço controla o metabolismo; o pâncreas além de produzir os sucos digestivos, produz também a insulina; as supra-renais, produzem muitos hormônios de diferentes ações no organismo; as gônadas, ovários e testículos produzem: na mulher, estrógenos e progesterona; no homem, andrógenos.

É bom lembrar aqui que, no homem, a supra-renal também produz estrógenos e na mulher, um pouco de andrógenos, o que irá explicar a razão do porquê de certos sintomas surgirem em algumas mulheres menopáusicas, mormente a queda dos cabelos, o crescimento de pelos na face, a diminuição do volume mamário e a mudança do timbre da voz.

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